O Caminho de Arles é um dos quatro Caminhos de Santiago, provenientes de França, assim como é descrito no manuscrito medieval Codex Calixtinus, sinalizado como GR 653. Além disso, ele conecta os peregrinos entre Itália e Espanha nas direções de Santiago de Compostela e Roma.
Nesse sentido, é a cidade de Arles o ponto de partida na direção do Caminho Francês. Ao mesmo tempo, que conecta com a Via Aurélia, por isso é chamado Caminho de Arles. Todavia, o caminho também conhecido como Via Tolosana por passar por a cidade de Toulouse.

os dois passos nos Pirinéus

Enquanto os demais caminhos entram em território espanhol pela passagem de Roncesvales e seguem pelo Caminho Navarro até Puente la Reina. O Caminho de Arles uni-se a eles no mesmo ponto, depois de alcançar o território espanhol na passagem por Somport e seguir pelo Caminho Aragonés.

No entanto, é bom saber que há um caminho alternativo entre o Caminho de Arles e a passagem por Roncesvales, através das GRs 65 e 78 entre a cidade de Saint-Jean-Pied-de-Port e Oloron-SainteMarie, num percurso de 86,40km. O que totaliza 814km até a cidade de Arles, sendo então a alternativa que elegemos em direção a Roma.

Caminho de Arles de bicicleta, Parque Natural de Languedoc
da magia dos bosques ao circo do inferno

Dessa forma, o percurso segue desde as paisagens de vegetação húmida, nevoeiros constantes e bosques repletos de cogumelos. Assim como entre cidades de arquitetura medieval no sopé dos Pirineus Atlânticos. Além de passar por cidades como Montpellier, Castres, Toulouse, Auch e Oloron-Sainte-Marie, até à ensolarada Provence na cidade de Arles.
No entanto, sendo um caminho com belas passagens como o Canal du Midi e aldeias classificadas como algumas das mais belas aldeias da França, a exemplo de SaintGuilhemleDésert, não é de se estranhar que o diabo armasse um verdadeiro circo, além de meter-se na construção de pontes. Em outras palavras, é necessário ter atenção ao caminhada pelos penhascos do Cirque de l’Infernet, antes de cruzar uma das mais antigas pontes medievais da França, ao final das gargantas de Hérault, chamada a Ponte do Diabo.

Sant-Guilherm-le-Desert, Caminho de Arles, GR 653

Existem quatro itinerários que levam a Santiago e que em Puente la Reina, em terras espanholas, se reúnem em um. O primeiro passa por Saint-Gilles, Montpellier, Toulose e Somport;  (…)

CODEX CALIXTINUS, AUMERY PICAUD
GR 653, Via Tolosana, Caminho de Arles
particularidades do caminho de arles
dormir no Caminho de Arles

Entretanto, se por um lado o Caminho de Arles é uma explosão de beleza entre pequenas aldeias do sul da França. Por outro, é percorrido por um número reduzido de peregrinos. Dessa forma exige atenção e planejamento antecipado das etapas. Bem como, contacto prévio e agendamento de pernoite em alojamentos locais, albergues de peregrinos – Gite d’etape – alguns com meia pensão ou acolhimento em casas particulares. Sendo esta última opção a que proporciona uma experiência particularmente rica de convívio com os habitantes da região.

comer no Caminho de Arles

Sob o mesmo ponto de vista, é importante saber se há restaurantes e comércio de alimentos ao longo de cada etapa e onde pretende pernoitar. Pois em algumas aldeias a existência de cozinha no alojamento pode ser a única opção para fazer uma refeição, o que exige providencias. Sobretudo considerando que o comércio local, normalmente, fecha aos domingos e que há etapas inteiras longe de qualquer tipo de comércio. Por isso, é importante ter sempre alguma ração de emergência.

Nesse sentido é bom saber que nas boulangerie encontra-se variados pães. Enquanto as pâtisseries estão repletas de bolos e doces e, às vezes, elas estão juntas. Já as boucheries são uma espécie de talho, que também tem comida pronta para levar.

Além disso, também é importante considerar e prevenir-se a respeito das aldeias não possuirem caixa electrónico ou disporem de serviço multibanco e electrónicos para pagamento

Caminho de Arles, bosques dos Pirineus, GR 653
Bosques nos Pirinéus, França, Caminho de Arles
Montanhas, caminho de Arles, GR 653
Caminho de Arles de bicicleta
GR 653, Via Tolosana, Caminho de Arles
Marcações do Caminho de Santiago e GR 653, Saint-Guilher-Le-Desert
Ponte, La Salvetat-sur-Agout, Via Tolosana
Ponte em La Salvetat-sur-Agout
Caminho de Arles, Montpellier
Ponte Montpellier
Sant-Guilherm-le-Desert, Caminho de Arles, GR 653
Saint-Guilherm le Desert, Via Tolosana
caminando ou pedalando?

Por fim, este é um caminho mais adequado para caminhadas, pois possui trechos extremamente exigente para ciclismo. No entanto, nós fizemos sobre uma bicicleta tandem, logo, é uma questão muito particular.

Mas, acima de tudo, este é um caminho que cobra do peregrino crescimento e consciência dos ensinamentos e valores da peregrinação. Sobretudo, no que diz respeito ao comportamento e gratidão do acolhimento peregrino.

Portanto, o Caminho de Arles é uma opção entre os Caminhos de Santiago que mescla magia, beleza e superação. E para segui-lo, seja a Santiago ou a Roma, não esqueça a credencial e

Buen Camino!

Haut-Languedoc Natural Regional Park, GR 653 de bicicleta

Veja o video
Caminho de
Arles

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